Estudo bíblico para o culto de doutrina da Igreja do Betel Brasileiro Geisel. Tema: A doutrina da expiação em Cristo

cruz Estudo ministrado no culto de doutrina da Igreja Betel

Introdução

Podemos definir a expiação como segue: Expiação é a obra que Cristo realizou em sua vida e morte para obter nossa salvação. Esta palavra tem relação com o fato de Jesus morrer e pagar nossos pecados na cruz.

O Dia da Expiação em Israel

No Antigo Testamento, todo israelita sabia que "aos dez deste mês sétimo, será o Dia da Expiação" (Levítico 23:27). Haviam sacrifícios diários pelo pecado, mas esse era um dia especial, de santa convocação.

Aprendemos em Levítico 16 que nesse dia o Sumo Sacerdote: Se purificaria com água; vestiria suas vestes santas de linho; mataria um novilho para fazer expiação por si e pela sua família; tomaria uma vasilha de brasas do altar e entraria no Santo dos Santos para que a nuvem de incenso cobrisse o propiciatório, que era o lugar da expiação, da propiciação e da reconciliação. Então ele sairia e tomaria o sangue do novilho, entraria pela segunda vez no lugar santo com o sangue e o aspergiria sete vezes sobre o propiciatório e diante dele. Então mataria o bode para a oferta pelo pecado, ultrapassaria o véu pela terceira vez e faria com o sangue como tinha feito com o sangue do novilho; faria expiação pelo lugar santo e pelo altar do holocausto; "imporia as mãos sobre a cabeça do bode vivo, confessaria os pecados do povo e enviaria o bode para o deserto; e” tiraria as vestes de linho, iria lavar-se, poria outra roupa e ofereceria um holocausto por si e pelo povo.

Esse dia era impressionante, santo e de grande importância porque os pecados de Israel eram expiados por meio de sangue. Já que "é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados" (Hebreus 10:4), esse ritual devia repetir-se a cada ano (Levítico 16:34) até aquele dia grandioso em que Cristo seria "oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos" (Hebreus 9:28).

A Expiação e o Sangue de Cristo

Cristo, o nosso Sumo Sacerdote, é "santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores . . . que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu" (Hebreus 7:26-27). Cristo, por meio de seu sangue, entrou no lugar santo do céu, tendo obtido para nós a redenção eterna e agora apresenta-se a nosso favor diante da face de Deus (Hebreus 9:12, 24). O resultado da expiação é nossa "redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados" (Efésios 1:7). Na verdade, ele "nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados" (Apocalipse 1:5). Onde há remissão de pecados, "já não há oferta pelo pecado" (Hebreus 10:18), porque Cristo é a propiciação pelos nossos pecados, o meio pelo qual Deus se reconcilia ao homem pecador (1 João 2:2).

A causa da expiação

O amor de Deus é uma das causas da expiação, pois está escrito: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). A justiça de Deus é outra causa da expiação. A justiça de Deus estabelece punição para o pecado. E Deus precisou encontrar um meio pelo qual a pena pelos nossos pecados fosse paga, e em Cristo nossos pecados foram perdoados. Em Joel 3:21, Deus promete: “…expiarei o sangue dos que não foram expiados, porque o SENHOR habitará em Sião.”

A expiação realizada por Cristo em nosso favor envolveu provações e sofrimentos

Além de obedecer à lei de modo perfeito por toda a sua vida em nosso favor, Cristo tomou também sobre si mesmo os sofrimentos necessários para pagar a penalidade pelos nossos pecados.

a. Sofrimento em sua vida terrena. Num sentido mais amplo a pena que Cristo suportou ao pagar nossos pecados foi um sofrimento tanto em seu corpo como em sua alma ao longo da vida. Embora os sofrimentos de Cristo tenham culminado em sua morte sobre a cruz (veja abaixo), toda a sua vida num mundo caído envolveu sofrimento. Por exemplo, Jesus suportou tremendo sofrimento durante a tentação no deserto (Mt 4.1-11), quando foi submetido por quarenta dias aos ataques de Satanás.

b. A dor da cruz. Os sofrimentos de Jesus se intensificaram à medida que ele se aproximava da cruz. Ele compartilhou com os discípulos algo da agonia que estava vivendo quando disse: “A minha alma está profundamente triste até à morte” (Mt 26.38). Foi especialmente sobre a cruz que os sofrimentos de Jesus por nós atingiram seu clímax, pois foi ali que ele suportou o castigo pelo nosso pecado e morreu em nosso lugar.

As Escrituras nos ensinam que havia três diferentes aspectos da dor que Jesus experimentou:

(1) Dor física e morte

Não precisamos sustentar que Jesus sofreu mais dor física do que qualquer ser humano jamais sofreu, pois em nenhuma passagem a Bíblia faz tal alegação. Mas ainda não podemos esquecer que a morte por crucificação era uma das formas mais horríveis de execução que o homem já inventou..

(2) A dor de carregar a culpa – em nosso lugar – dos nossos pecados

Mais horrível que a dor do sofrimento físico que Jesus suportou foi a dor psicológica de carregar a culpa pelo nosso pecado. Em nossa própria experiência como cristãos conhecemos um pouco da angústia que sentimos quando sabemos que pecamos. O peso da culpa nos oprime o coração, e há um amargo sentimento de separação de tudo que é correto no universo, uma consciência de algo que num sentido bem profundo não devia existir. Na verdade, quanto mais crescemos em santidade como filhos de Deus, sentimos de modo mais intenso essa repugnância instintiva diante do mal.

(3) A dor da sensação de solidão

A dor física da crucificação e a dor de carregar sobre si mesmo o mal absoluto de nossos pecados foram agravadas pelo fato de Jesus ter enfrentado essa dor sozinho. No Getsêmani, quando Jesus levou consigo Pedro, Tiago e João, confidenciou-lhes um pouco de sua agonia: “A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai” (Mc 14.34). Esse é o tipo de confidência que se faz a um amigo íntimo e implica um pedido de apoio em sua hora da maior provação. Porém, quando Jesus foi preso, “os discípulos todos, deixando-o, fugiram” (Mt. 26.56).

Como podemos valorizar em nossas vidas, a obra expiatória de Cristo?

Conforme estamos estudando hoje, toda a obra expiatória de Cristo em nosso favor, precisa ser devidamente valorizada por nós que somos crentes.

Valorizamos a obra expiatória de Cristo quando procuramos viver em obediência e dedicação a Deus. Mas, banalizamos tudo o que Jesus fez por nós, quando vivemos relaxadamente a vida cristã, não assumindo um genuíno compromisso com o reino de Deus.

Mediante o que foi dito, perguntamos: Será que temos nos relacionado com Deus de modo a demonstrar por meio do nosso testemunho, nossa gratidão e reconhecimento por tudo que Jesus Cristo fez em nosso favor? Será que o nosso testemunho cristão, tem feito jus ao tamanho ato de doação de Cristo em nosso favor?

Na próxima semana prosseguiremos. Não falte.

Pr Josias Moura

One thought on “Estudo bíblico para o culto de doutrina da Igreja do Betel Brasileiro Geisel. Tema: A doutrina da expiação em Cristo

  1. Paz, Pastor.

    Quando ouço sobre as dores e sacrificio, o desafio de ir a cruz pela a humanidade; e considerando que Cristo era 100% homem; fico pensando “havaria a possibilidade, ou risco de Cristo não consumar o sacrificio na Cruz”.
    Abraços! que o Senhor Jesus abençoe cada dia mais seu ministério que tanto tem nos ajudado no estudo da Palavra.

    Curtir

Deixe sua mensagem

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s