Estudo bíblico para o culto de doutrina da Igreja Betel. Tema: A doutrina Cristã da oração

oração Estudo ministrado no culto de doutrina da igreja Betel Geisel

1. Introdução

Podemos dar a seguinte definição: oração é comunicação pessoal com Deus.

MAS, POR QUE DEUS QUER QUE OREMOS? Não oramos para que Deus descubra as nossas necessidades, pois diz-nos Jesus: “… Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais” (Mt 6.8). Deus quer que oremos porque a oração exprime a nossa confiança em Deus, e é um meio pelo qual nossa confiança nele pode crescer.

De fato, talvez a principal ênfase da doutrina bíblica da oração é que devemos orar com fé, o que significa confiar em Deus ou dele depender. Deus, como nosso Criador, se deleita ao ver que nós, suas criaturas, nele confiamos, pois a atitude de dependência ou confiança é a mais apropriada numa relação Criador/criatura. Orar com humildade e confiança também indica que estamos genuinamente convencidos da sabedoria, do amor, da bondade e do poder de Deus — na verdade de todos os atributos que compõem o seu excelente caráter.

Quando oramos sinceramente, nós, pessoas, na totalidade do nosso caráter, nos relacionamos com um Deus pessoal, na totalidade do seu caráter. Assim, tudo o que pensamos ou sentimos em relação a Deus se expressa na nossa oração. Nada mais natural que Deus se deleite com essa atividade, e assim a enfatize bastante no seu relacionamento conosco. As primeiras palavras da Oração Dominical, “Pai nosso, que estás nos céus” (Mt 6.9), reconhecem nossa dependência de Deus, um Deus que é Pai amoroso e sábio, e também reconhecem que Ele tudo governa do seu trono celeste.

2. A oração eficaz é possível por intermédio de nosso Mediador, Jesus Cristo.

Como somos pecadores, e Deus é santo, não temos direito nenhum, por nós mesmos, de comparecer perante ele. Precisamos de um mediador que aja entre nós e Deus e nos leve à presença de Deus. As Escrituras claramente ensinam: “Há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2.5). É por isso que não oramos a santos, a maria, ou as suas imagens representadas.

O que é orar “em nome de Jesus”? Diz Jesus: “Tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” (Jo 14.13-14). Diz também que escolheu seus discípulos “a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda” (Jo 15.16). Igualmente, diz: “Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes alguma coisa ao Pai, ele vo-la concederá em meu nome. Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa” (Jo 16.23-24; cf. Ef 5.20).

3. O papel do Espírito Santo nas nossas orações.

Em Romanos 8.26-27, diz Paulo: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.”

Quando Paulo diz: “O Espírito […] nos assiste em nossa fraqueza” (v. 26), a palavra traduzida por “assiste” (gr. sunantilambanomai) é a mesma usada em Lucas 10.40, onde Marta quer que Maria venha ajudá-la. A palavra assiste, não indica que o Espírito Santo ora em nosso lugar, mas que o Espírito Santo se une a nós e torna eficaz a nossa fraca oração. Assim, é melhor interpretar esse suspirar ou gemer na oração como suspiros e gemidos nossos, exprimindo os desejos do nosso coração e do nosso espírito, que o Espírito Santo então transforma em oração eficaz.

4. Princípios importantes para que a oração seja eficaz

As Escrituras indicam várias considerações que precisam ser levadas em conta se pretendemos fazer a espécie de oração que Deus deseja de nós.

4.1 Orar segundo a vontade de Deus.

João nos diz: “Esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito” (1Jo 5.14-15). Jesus nos ensina a orar: “Faça-se a tua vontade” (Mt 6.10) e ele mesmo nos dá o exemplo, orando no jardim do Getsêmani: “Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres” (Mt 26.39).

4.2 Orar com fé. Diz Jesus:

“Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco” (Mc 11.24. Tiago nos diz “…com fé em nada duvidando…”. Hebreus 11 nos acrescenta: “a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem”. A fé bíblica, jamais é uma espécie de pensamento imaginoso ou vaga esperança desprovida de fundamento seguro. É antes, confiança numa pessoa, o próprio Deus, baseada no fato de crermos na seriedade da sua palavra, na verdade do que Ele disse. Essa confiança ou fé em Deus, quando dotada de um elemento de certeza ou convicção, é a genuína fé bíblica.

4.3 Obediência.

Como a oração é um relacionamento com um Deus pessoal, qualquer coisa na nossa vida que lhe desagrade será um obstáculo à oração. Diz o salmista: “Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido” (Sl 66.18). Se “O sacrifício dos perversos é abominável ao SENHOR”, por outro lado “a oração dos retos é o seu contentamento” (Pv 15.8). Lemos também que “O SENHOR […] atende à oração dos justos” (Pv 15.29). Mas Deus não se dispõe favoravelmente aos que rejeitam suas leis: “O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável” (Pv 28.9).

4.4 Confissão dos pecados.

Como nossa obediência a Deus jamais é perfeita nesta vida, continuamente dependemos do seu perdão dos nossos pecados. A confissão dos pecados é necessária para que Deus “nos perdoe” para restaurar a sua relação cotidiana conosco (ver Mt 6.12; 1Jo 1.9). É bom orar confessando todos os pecados conhecidos ao Senhor e suplicar o seu perdão. Às vezes, quando nele esperamos, ele nos faz lembrar outros pecados que precisamos confessar. Com respeito aos pecados que não recordamos, ou dos quais não estamos cientes, é sempre bom fazer a oração genérica de Davi: “Absolve-me das [faltas] que me são ocultas” (Sl 19.12).

4.5 Perdoar aos outros.

Jesus nos ensina: “Quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas” (Mc 11.25). Aqui Jesus nos mostra que não podemos reatar nossa comunhão com Deus se nos negarmos a reatar a comunhão com os irmãos. Sem perdão, nossas orações ficam de certa forma impedidas.

4.6 Humildade.

Tiago nos diz que “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tg 4.6; também 1Pe 5.5). Portanto, recomenda: “Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará” (Tg 4.10). A humildade é assim a atitude correta na oração a Deus, enquanto o orgulho é absolutamente inadequado. Deus é justamente zeloso da sua própria honra. Portanto não lhe apraz atender as orações dos orgulhosos que tomam a honra para si, em vez de dá-la a Deus. A verdadeira humildade diante de Deus, que também se reflete em genuína humildade diante dos outros, é imprescindível numa oração eficaz.

4.7 Persistência na oração.

Assim como Moisés por duas vezes permaneceu na montanha durante quarenta dias perante Deus por causa do povo de Israel (Dt 9.25-26; 10.10-11), e assim como Jacó disse a Deus: “Não te deixarei ir se me não abençoares” (Gn 32.26), também na vida de Jesus percebemos muita dedicação de tempo à oração. Quando grandes multidões o seguiam, “ele muitas vezes se retirava para regiões desertas e orava” (Lc 5.16, tradução do autor). Noutra ocasião, “passou a noite orando a Deus” (Lc 6.12). Portanto, a perseverança é um fator importante para que tenhamos respostas em nossas orações.

Na próxima semana continuaremos a estudar este tema.

Pr Josias Moura

One thought on “Estudo bíblico para o culto de doutrina da Igreja Betel. Tema: A doutrina Cristã da oração

  1. pastor JOSIAS uma bencao essa palavra pois deus falou nesse exato momento em que abri meu e-mail, pois estou nun proposito de oracao das 7 horas da manha orando,

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