OFICINA DE LIDERANÇA ESPIRITUAL. obs. Este estudo foi ministrado durante o carnaval em nosso retiro espiritual

Onze segredos para uma liderança Espiritual

II Re. 6:01-07

Liderança faz a diferença, por sinal uma grande diferença, pois ela oferece direção, molda o caráter e cria oportunidades. Os efeitos da liderança começam no nascimento, mas não deixam de existir com a morte. Os pais nutrem uma pequena vida em direção a um destino, embutindo valores, alvos e objetivos. Mesmo ainda jovem em maturidade, uma forma especial de potencial é despertada em alguns. Juntamente com os genes, paternos e maternos, e a formação vêm as escolhas de Deus: alguns homens e mulheres são destinados a liderar e influenciar outros. Aqueles que Deus separa para liderar desfrutam tanto os privilégios quanto as responsabilidades. Suas influências, extensivas e efetivas, sobre outras pessoas os distinguem dos seguidores. A liderança de alta qualidade será encontrada entre os mais valiosos tesouros que qualquer comunidade ou organização possui. A liderança de baixa qualidade, ao contrário, produz um desperdício trágico e uma frustração caótica. Líderes de Deus estão sempre em falta.

1.      Neste estudo trataremos de alguns segredos para uma liderança espiritual eficaz:

1.1       Excelência – “não estavam acomodados com a mediocridade”.

Elizeu era um profeta que liderava diretamente cinqüenta filhos de profetas. Disseram a Elizeu: “…eis que o lugar em que habitamos contigo é estreito demais para nós”.

“Precisamos de um lugar maior”. Isto é a busca pela excelência. “O lugar é estreito”, esta é voz de quem clama pelo melhor. Muitas vezes temos atitudes limitadas, vivendo circuncidado pelas paredes estreitas do conformismo e da visão curta.

Não existe imãs na terra mais poderosos do que a pressão exercida pelos medíocres. Não podemos conformarmos com o regular, quando o ótimo está ao nosso alcance. As pessoas são tentadas dioturnamente a aceitar o mínimo e desprezar o máximo.

A voz da mediocridade é indagativa: porque fazer o melhor? Porque ser diferente? Excelência é mirar o alto, é fugir das adjacências da média.

Excelência não é o perfeito, é o máximo. É a capacidade de explorar todo o nosso potencial. É a matéria prima de que se fabrica a grandeza. O líder precisa buscar a qualidade superior, dar atenção a importância das pequenas coisas e, por fim, alçar o vôo sublime da excelência.

1.2       visão- “disseram: temos que construir uma casa maior”.

Tudo começa com uma visão. A visão é a capacidade de distinguir o alvo que quer alcançar. Elizeu e os filhos de profetas visualizaram o alvo: “uma casa maior”.

A visão física é um dos cinco sentidos que possibilita o homem viver melhor nessa esfera. No mundo espiritual o homem só alcançará aquilo que pode ver.

Jeová disse ao grande líder Abraão: “Levanta os teus olhos e vê… porque toda a terra que vês ta darei…” Gn13:14-15. Tenho a impressão de que se Abraão dispusesse de um binóculo (lente aumentativa), poderia ver mais terras, e conquistar mais. O limite da conquista de Abraão não estava em Deus, mas na sua capacidade de enxergar.

Visão é a linguagem dos sonhos. Bem disse Walt Disney, “Se você é capaz de sonhar, é capaz de fazer”. O ser humano é como um grande útero de realizações, aquilo que realizará no mundo exterior, primeiro tem que nascer no seu interior, em forma de sonhos.

A pessoa que não tem visão é como alguém que está na estrada da vida sem saber onde quer chegar, e quem não sabe onde quer chegar, sempre chegará a nenhum lugar. Se você não possui visão de onde quer chegar na vida, possivelmente a vida te levará a um lugar onde não quis estar.

1.3       planejamento- “vamos pois até o Jordão”

Planejar é mover-se do “agora” para o “então”. É transformar as coisas como são para aquilo que queremos que sejam.

Enquanto que visão focaliza o que quer alcançar, planejamento indica o trajeto para alcançar sua meta ou visão. Muita gente tem visão, porém não tem planos. Uma coisa não funciona sem a outra.

Elizeu e os filhos de profetas tiveram, primeiro a visão, “vamos alargar a tenda”. Alargar a tenda era a visão, como alargar, seria o plano. Então disseram: “Vamos pois, até o Jordão, tomemos de lá, cada um de nós uma viga, e construamos um lugar em que habitaremos…” v.2.

Visão é o fim, plano é o meio pelo qual alcançará seu fim. Planejar é descobrir o trajeto que o levará ao destino, a visão. Visão e planejamento são como os dois trilhos do trem, que nos conduzirá ao sucesso.

SETE REVELAÇÕES SOBRE PLANEJAMENTO

  1. não planejar já é um plano.
  2. planejar é a arte de poupar tempo.
  3. planejar é a capacidade de detectar o erro ainda no papel.
  4. planejar é lidar com o futuro, antes mesmo que ele aconteça.
  5. Os planos podem ser modificados.
  6. Os planos ajudam na comunicação.
  7. Os planos facilitam a equação dos problemas.

1.4        Formação de equipe- “Elizeu e os filhos de profetas”

Elizeu formou uma equipe de cinqüenta homens que eram filhos de profetas.

O potencial de realização de um líder pode ser avaliado pela eficácia dos seus colaboradores. Se o grupo é forte, impossibilidades são rompidas, ao contrário, até o óbvio torna inacessível.

Incompreensivelmente, muitos líderes ainda estão tentando fazer tudo sozinho, estilo “cavalheiro solitário”. Quando um time de futebol alcança sucessões de vitórias, outros jogadores são atraídos pelo nome que aquela equipe formou ou sustem. O líder deve cercar-se de grandes pessoas, para grandes realizações.

Elizeu conseguiu um grande feito (ampliaram a casa), porque estava cercado de grandes homens.

QUATRO MOTIVOS PORQUE O TRABALHO EM EQUIPE É NECESSÁRIO

  1. Precisamos de visões ou perspectivas diferentes a respeito do mesmo problema. A realidade de cada problema é complexa. Torna-se difícil a uma pessoa abrange-la em sua totalidade. Cada pessoa tem a sua ótica do todo, e quando o grupo consegue dar espaço para cada um expressar sua visão, as questões aclaram com mais facilidades.
  2. Precisamos manter uma atitude receptiva para com as idéias novas e opiniões divergentes.  Com freqüência a opinião divergente nos coloca frente a uma nova descoberta em relação a nós, aos métodos, aos conceitos, ao mundo e a Deus. Isso tudo pode nos perturbar pela falta de base emocional.
  3. Precisamos descordar das idéias sem rejeitar a pessoa que as formulou.  As relações pessoais devem ser mantidas em níveis profundos, independente de concordarmos com as idéias das pessoas. Uma atitude comum em nosso meio é marginalizar a pessoa, porque não concordamos com que ala pensa e diz.
  4. Precisamos aprender o caráter provisório das nossas opiniões e formulações. Por mais completas e perfeitas que elas possam parecer, são provisórias. Não há nada que o homem faça que seja perfeito. Tudo é passível de aperfeiçoamento. Isto dá a nossa vida um sentido de aventura, de busca, de dependência e dinamismo. O contrário é o “status quo” e a estagnação.

VANTAGENS DO TRABALHO EM EQUIPE

a) multidão de conselheiros Pv.11:14; 15:22; 24:06. As decisões tomadas em equipe tem maiores chances de serem acertadas.  b) Multiplicações de dons espirituais I Co. 12:12. Com a utilização dos dons de cada um, a equipe terá pessoas certas nos lugares certos, agindo de maneira correta, a fim de atingirem seus objetivos.  c) Divisão de trabalho I Co. 12:25. Não podemos deixar as pressões e tensões, apenas sobre algumas pessoas. Devemos dividir os fardos, para não sobrecarregar alguns.  d) prestação de contas . No trabalho em equipe, cada elemento deve prestar contas do que está designado a fazer. Sua liberdade de ação é dosada pelos limites e disciplinas exigidas pela equipe. Todos devem submeter-se à avaliação.

1.5        unidade de propósito- “todos estavam dispostos fazer a mesma coisa”

Os filhos dos profetas exalavam um espírito de uniformidade de propósito, quando disseram: “vamos, pois ao Jordão, tomemos de lá, cada um de nós, uma viga…” v.02.

A palavra cada um de nós reflete que todos estavam determinados a realização de um único objetivo.

Antes do advento da navegação eletrônica, havia na Itália uma baía que só podia ser alcançada navegando-se por um estreito canal entre rochas e bancos de areias perigosos. Muitos navios afundaram-se ao longo dos anos, pois a navegação naquele ponto era extremamente arriscada.

Para que os navios pudessem chegar ao porto com segurança, foram estaladas três luzes em três enormes postes na baía. Quando as três luzes estavam alinhadas e eram vistas como se fossem uma só, a embarcação podia seguramente virar na direção do estreito canal para iniciar a subida.

Se o piloto visse duas ou três luzes separadamente, ele sabia que corria perigo e estava fora do curso. Ele precisava continuar manobrando o barco até que as luzes fossem vistas perfeitamente alinhadas, para que pudessem então, com segurança, entrar na baía.

Líder e liderados são como esta embarcação que precisam chegar à baía (seus objetivos). E para chegar lá, não podemos arriscar a embarcação, precisamos Ter uma visão única dos nossos alvos e propósitos.

1.6       delegação de poder- “disse Elizeu: ide…”

Elizeu era um líder seguro do seu chamado, portanto sabia que só realizaria um grande feito com a participação efetiva dos seus colaboradores. Delegar poder é a sabedoria de descobrir em cada membro do seu grupo a possibilidade de multiplicar seu potencial.

O bom líder não é aquele que trabalha por dez homens, nem aquele que faz dez homens trabalhar para ele, mas aquele que faz dez homens trabalhar como ele. A grandeza de um líder não é executar o poder, mas a arte de distribuí-lo.

A capacidade de realização do líder é medida pela habilidade que tem para delegar poder aos outros. Bem disse Theodore Roosevelt: “O melhor executivo é aquele que tem percepção suficiente para escolher homens competentes para fazer o que ele quer que se faça, e autodomínio suficiente para não se intrometer no trabalho deles”.

Existem alguns motivos porque alguns líderes tem dificuldades para delegar. Vejamos alguns pontos:

Insegurança, medo de perder o cargo para outro, resistência a mudança,  auto-estima debilitada, medo de ser ultrapassado pelo crescimento dos outros

Grandes coisas podem acontecer quando você não se importa com quem vai levar a fama. O líder é como a rolha de uma garrafa e, os liderados como se fossem o conteúdo. Se ocorrer um fenômeno de crescimento do conteúdo, obrigatoriamente a rolha será empurrada. Com isto quero dizer que cada vez que uma pessoa que está sob nossa liderança cresce, nós também cresceremos.

1.7       supervisão- “Elizeu acompanhou seus liderados”

“Disse um: serve-te de ires com os teus servos. Ele tornou: eu irei” v.3. A competência dos filhos dos profetas não isentou a atuação supervisionaria da liderança de Elizeu. A supervisão é a manutenção do projeto, é a garantia de que vai continuar funcionando bem.

Imagine se o técnico da seleção brasileira treinasse o time e não o acompanhasse durante a partida… Observe que quando um time falha, os técnicos são os primeiros a serem demitidos.

A necessidade de supervisão pela liderança indica que por melhor que seja um projeto não estará imune de erros no processo. Veja que no caso de Elizeu, ocorreu uma situação inusitada (o machado caiu na água), que logo exigiu a intervenção do líder.

A supervisão não pode ser substituída pelo intrometimento. Enquanto o processo está em perfeita ordem, não é necessário intervenção do líder, senão para estimular e encorajar a continuação do mesmo.

1.8        iniciativa- “Elizeu disse vai…”

Elizeu não cometeu o erro de muitos visionários e projetistas, que vêem, planejam, mais nunca agem. Quando os filhos dos profetas elaboraram o plano de ampliar a casa, contundentemente Elizeu disse: “… ide” v.2b. Esta palavra sinaliza duas verdades. Primeiro, que a pessoa que tem a visão deve executa-la, segundo, que deve haver uma ação após a visão.

A diferença que faz o bom líder granjear altitude sobre o líder medíocre está na habilidade de transformar as idéias em realidade. O líder passa do pensamento à ação, e faz as coisas acontecerem.

Disse certo humorista Americano por nome Will Rogers “mesmo que você estiver no caminho certo, será atropelado se apenas ficar sentado lá”. Muita gente morrem atropelados por seus próprios planos e sonhos, pela ausência de iniciativa.

Se perguntasse a você! Onde está a maior riqueza de sua cidade, talvez instintivamente me diria: “ no shopping center”, “nos cofres da receita municipal”, “no banco”, ou quem sabe citaria o nome de uma empresa multinacional. Indubitavelmente a resposta é negativa. A riqueza de quaisquer cidade não está nos patrimônios que possui, nem no bolso dos afortunados, mas no cemitério, porque para lá muitos levam seus sonhos e projetos que nunca foram iniciados ou executados.

Nós somos o que realizamos. O que não se realiza não existe. Portanto só existimos nos dias que realizamos. Nos dias que não realizamos, apenas duramos.

“Quem quer fazer alguma coisa encontra um meio, quem não quer fazer nada encontra uma desculpa” provérbio árabe.

Muitos são aqueles que passam a metade de suas vidas dizendo o que vão fazer, e a outra metade justificando porque nada fizeram. Se a metade do tempo que se perdem com desculpas esfarrapadas fosse empregado para descobrir maneiras de fazer as coisas corretamente, o mundo estaria bem diferente.

1.9       trabalho- “suaram a camisa”

Thomas Edison, com mais 1300 inventos patenteados. Quando inventou a lâmpada superou um recorde de 10.000 fracassos antes de fazê-la funcionar. A sua genialidade e criatividade, explicou: “1% de inspiração, e 99% de transpiração”.

Isto parece refletir a veracidade do texto em pauta. Os filhos dos profetas desceram ao Jordão para cortar viga. Cortar lenha à machado? Não são poucas calorias exigidas para um trabalho como este. Quem já cortou lenha sabe.

“Vamos, pois até o Jordão, tomemos de lá, cada um de nós uma viga…” v.2. O termo cada um de nós indica que o trabalho deve ser distribuído entre todos, e não apenas para o líder ou para uma parcela do grupo. Aqui há uma mensagem bilateral, para líderes e liderados.

Os líderes não devem sobrecarregar-lhes agindo como super-homens espirituais, querendo executar todo o trabalho.

Os liderados não podem ver o líder como se fosse um “Sansão” possuidor de todas as forças para realizar tudo sozinho.

O trabalho dignifica o homem e o possibilita a grandes conquistas. Não me esqueço das palavras de minha tia “esta é a casa do bom homem, quem não trabalha não come”. É isso aí, o homem alimenta-se do resultado do seu trabalho. Existe trabalho sem realizações, mas não existe realizações sem trabalho.

1.10  Usar a ferramenta adequada- “usaram machado para cortar a lenha”

Existem muitas formas de fazer muitas coisas, porém há só uma maneira de fazer a coisa certa, fazendo certo.

“sucedeu que, enquanto um deles derrubava um tronco, o machado caiu na água…” v.5.

Elizeu e os filhos dos profetas usaram o machado para cortar a lenha. Digamos que acertaram o objetivo, e não erraram os meios. Em nome da obra de Deus, há líderes que a qualquer custo querem realizações sem importarem com os princípios dignos.

Porque a causa é santa, nem por isso todos os meios serão justos. Existe muita gente fazendo a coisa certa de maneira errada. É como querer furar asfalto com marreta de borracha. É usar uma ferramenta errada para um fim correto.

Para cada destino existe um caminho; cada trabalho exige uma ferramenta. Um líder correto é aquele que faz a coisa certa, de maneira certa, com pessoas certas, na hora e lugares certos sem errar os propósitos. Usar as ferramentas corretas compreende aplicar estratégias padronizadas com os objetivos a serem alcançados.

Seis perguntas que o líder deve fazer, afim de que possa realizar a coisa certa de maneira correta:

1) O que quero realizar? 2) Porque quero realizar? 3) Onde devo realizar? 4) Quando devo realizar? 5) Quem deve realizar? 6) Como devo realizar?

1.11  Acionar o sobrenatural- “Elizeu lançou a madeira na água, e fez flutuar o machado”

“… então Elizeu cortou um pau, lançou-o ali, fez flutuar o ferro” v.06. Na liderança cristã, nem tudo funcionará com meras técnicas, exige-se a atuação perene de um líder espiritual que possa acionar Deus no exercício de sua liderança.

Elizeu não hesitou ao exercer sua autoridade espiritual. Quando o filho de profeta perdeu o machado na água, logo exigiu a intervenção do profeta-líder, que lançou a madeira na água recuperando o machado. Ora isto não era aula sobre a lei da gravidade, nem podia ser. Era a manifestação do sobrenatural em uma situação específica. Na tipologia bíblica, a madeira indica a cruz de Cristo. Devemos convergir e centrar nossa liderança na cruz. Liderar através da cruz é aplicar os princípios de Deus na forma de conduzir. A cruz não deve ser apenas um jeito, um meio, ou mais uma técnica, deve ser um estilo de liderar.

Um líder que não viva o sobrenatural de Deus, nunca realizará uma liderança espiritual. O líder cristão tem de ser espiritual, sem contudo tornar um espiritualista ou espiritualizador (falsa espiritualidade).

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